Hoje é dia 24 de agosto

Outro dia eu estava lendo um texto que enaltecia a beleza e a maturidade das balzaquianas. Elas são mais experientes, mais centradas, mais inteligentes, o sexo é mais prazeroso, enfim, tudo que um homem maduro precisa.

Hum… Olhem bem para minha cara.
Tá me consolando?

Se homem gostasse de conversar, teria uma fila de flamenguistas na porta da minha casa.
Daqui a pouco vão me dar um texto o que importa é a beleza interior, que eu traduzo como você é velha, feia e pelancuda… mas não precisa se matar por causa disso…o mundo precisa de pessoas especiais como você. Para quê? Para segurar os casaquinhos das crianças no aniversário de 15 anos da sua sobrinha??!!

Quando eu estava preste a completar 30 anos, me olhei no espelho e pensei: parabéns, você está envelhecendo. Ou você começa a se cuidar de verdade ou vai virar cabideiro cheio de beleza interior.

Pânico.

E agora? Como vou conseguir lidar com os sinais do tempo? Meu metabolismo não é mais o mesmo, nem minha coordenação motora, já vi umas marcas de expressão na minha testa e não quero nem imaginar o dia que encontrar meu primeiro cabelo branco.

Tsc…Como sou imatura. Aliás, como sou uma bal-za-qui-a-na imatura.
(Balzac maldito)
Mas, foda-se.

Eu até gostaria, mas acho difícil acontecer algum milagre, ou ganhar algum retrato que envelheça no meu lugar.
Mas não vamos confundir os autores.

Não surtei, nem fiquei neurótica. Apenas passei a cuidar mais de mim coisa que eu sempre tive preguiça.
Ah, peraí…Quem não tem preguiça de malhar? De passar creminho disso de dia, e creminho daquilo de noite?Filtro solar para o rosto, filtro solar para o corpo, filtro solar para a boca, filtro solar para o cabelo (sim, cabelo envelhece, hã? Dorme com um barulho desses). Sabonete para o corpo, sabonete para o rosto. Creme para os pés, creme para as mãos, crema para as unhas! Ah, sim, e creme para as olheiras, porque depois do corpo todo ensebado, ninguém consegue dormir.

Procurei um nutricionista, me forcei a uma reeducação alimentar, e, como sou meio hipocondríaca, arrumei vitamina para tudo, inclusive um complexo B que me deu uma alergia desgraçada, virei uma monstra cheia de calombos, e precisei gastar quase todo meu salário do mês só em tratamento.

Bom, mas é evidente que todas as mudanças vieram da necessidade de estar de bem comigo mesma, sem precisar levar um susto toda vez que olhar no espelho.
E, claro…vai ser cabideiro lá na casa do $#@%¨&*.

Não é fácil envelhecer.

Não envelheci.
Ainda.

A propósito….hoje é dia 24 de agosto.
Dia do meu aniversário. ;-)

Agora, cá entre nós… Mulheres bonitas e inteligentes não são difíceis de achar, e, obviamente, cada uma respeitando viver o seu tempo. Difícil mesmo é achar um homem maduro, seja qual for a sua idade.

Um dia ainda faço um texto para eles.
A minha vingança é que broxa não serve nem para ser cabideiro.

Até onde vai o coração da gente?

Once upon a time…Not so long ago… Eu namorava um sujeito, e, claro, era apaixonada. Ele terminou comigo, mas fiquei muito tempo inconformada… Não dava para acreditar. COMO assim ele terminou comigo? COMO assim me esqueceu? COMO assim vou viver sem ele? Sim, o mundo desaba… Mas antes de cair completamente, a gente insiste. Insiste, porque acredita. Acredita no que sente, e no que existe.

E ele? Bom, ele resolveu viver a vida dele. Sem mim. Sem nós. Achava que seria mais feliz, que encontraria alguém que coubesse nos seus sonhos. Sabe que eu acho que ele não estava errado? A gente não pode culpar ninguém por não nos amar da mesma forma… Na época eu não via assim, mas hoje em dia consigo ser mais sensata. Eu acho.

Eu tentava de tudo para recuperar o que havia perdido. Queria conversar… Ia até sua casa, pedia para ele ir à minha… Queria saber de tudo que ele fazia, aonde ia, com quem… E brigava horrores por ciúmes…mesmo separada. Aquilo me machucava, e eu mesma não entendia porque eu me submetia àquilo tudo. Claro que era chato. Claro que quanto mais eu tentava, mais ele se irritava.

Esses dias uma amiga me relembrou uma frase que eu havia lhe dito: eu tenho um limite…só não sei exatamente qual é.

Continuo não sabendo…

Ele, o sujeito, passou a fazer tudo que eu detestava. Se ser feliz sem mim já me machucava… Fazer tudo aquilo que me irritava, era pior ainda. Ele não se importava mais se estava me machucando.
Sim, definitivamente, ele havia me tirado da sua vida… E não adianta falar… A gente tem que sentir.

Talvez eu seja orgulhosa. Acho que meu limite vai até onde o meu orgulho consegue suportar. E eu consigo finalmente enxergar o botão desliga. E sem mais lamentar.

Eu tenho muitos textos que falam sobre saudade… Mas NUNCA quis de volta, e nem lamentei por alguém que não me queria mais.

Desses tantos modos

[Amo você desses tantos modos]

Hoje acordei querendo mais você. Tudo que meu coração pede é você. Tudo que meu corpo quer é você. É com você que eu quero brigar durante dois segundos. É por você que quero morrer de ciúmes. É com você que quero ser normal. Deixe-me ser imperfeita para você. Não quero ser alguém que se encaixe nos seus sonhos. Eu quero ser eu. Aceito ser imperfeita, não aceito ser incompleta. Você me completa. É…me completa, sabia? Mesmo quando eu quero a terra e você o mar. Mesmo com minha vida fast-food e seu arroz com brócolis (não ria!)… Porque quando você quer, eu quero também. Porque quando eu choro, você chora também. Porque quando você me quer, eu te quero mais. Porque eu sei que quando eu penso em você, você está pensando em mim. Porque você é a certeza de todas minhas incertezas. Porque amo seu coração maior que 1.88m. Porque fiz as pazes com o meu coração que me trouxe você, e fez tudo ficar infinito.
Ainda que eu quisesse… Ainda que eu pudesse, já não consigo voltar, porque tudo sem você é vazio, e absolutamente nada consegue ser colorido.
Obrigada pelo brilho nos olhos e a paz no coração.
[E ainda bem que a gente tem a gente]

ps: quem disse que minha havaiana não combina com seu bermudão? ;-)

Deve ser assim

Acho que o céu deve ser um lugar maravilhoso. Não deve ser nada parecido com o tédio de pessoas andando de cajado na mão, com aqueles vestidões e sandálias franciscanas. Pessoas pegando uma sombra de baixo de uma árvore imensa, enquanto crianças brincam felizes e arranjo de flores na cabeça.

O céu deve ser um lugar super moderno… Algo que nossas mentes limitadas não conseguem atingir. Lá todo mundo tem tv a cabo com canais para todos os gostos. Deve ter um canal só pra Friends. Shows de sua respectiva Marisa Monte. Todos têm acesso ao teatro. Todos são felizes. Todos têm saúde. Todos têm seu amor. Não há solidão. Não há inveja, nem dor, nem doenças, injustiças. O presidente é justo e amado por todos. Não há dia de eleição. Não há propaganda eleitoral. O dia é sempre lindo. E todo mundo tem tudo que precisa para ser feliz. Inclusive uma casa linda, com um quintal enorme e cachorros que não dão alergia.

Não sei porque as pessoas buscam o inferno. Deve ser um lugar sem asfalto, sem luz na rua. Os banheiros devem ser todos fétidos. Não há dinheiro. A televisão não funciona…ou o único canal foi comprado pelo Polishop. Lá tem Palácio do Planalto. Shows de axé, pagode, e a melhor festa deve ser igual àquelas festas de rua onde o travesti é a atração mais esperada.

Eu que não quero ficar a eternidade com uma televisão de 14, com uma antena em cima da casa e um infeliz lá em cima gritando e perguntando se “melhoroooouuuuu???”. E mais: lá não deve ter nem açúcar, nem geladeira e nem ar condicionado. E não adianta fugir.

Então tratemos de ser mais sensíveis.

Já basta quando nada funciona por aqui.

Todos estão surdos

Sabe que é legal a idéia de estar falando sozinha? Poizé, ainda não penso em colocar o haloscan de volta… E pelo que ando reparando nas estatísticas, perdi uns 30/40 leitores… E acho que eram exatamente aqueles que faziam os comentários só pra receber a visita de volta.

A boa notícia é que o pessoal é fiel à leitura, mesmo quietinho sem comentar. E o mais legal ainda é que agora as pessoas escrevem pro meu e-mail!!!

Só peço desculpas por não responder ultimamente…é que minhas crises não têm me permitido ser muito sociável. Mas juro que não sou tão antipática quanto pareço… ;-)

Mas mudando de assunto…

É impressão minha ou o Júnior (da Sandy!) está SUPER pegável???

Chão de giz

Outro dia eu descobri que não sei perdoar. Não esqueço quando me machucam… A dor diminui com o tempo, mas eu sempre vou senti-la em algum momento da minha vida.

Também sei que já magoei algumas pessoas. Não somos sãos, e às vezes determinadas situações fazem com que nossos valores tão preciosos sejam substituídos, mesmo que por um segundo, por sentimentos pouco nobres.

Nossa vida é feita de escolhas. Mas, ao contrário do que pensam, nossas escolhas não influenciam apenas a nós. A minha escolha às vezes depende da sua. E vice-versa. No entanto, não somos capazes de escolher o resultado de nossas escolhas. Nem da sua vida. Nem da minha.

Algumas escolhas nos fazem querer voltar no tempo e tentar fazer tudo de novo, desta vez de forma diferente. Consertar erros: frases mal ditas, atitudes impensadas, injustiças, fraquezas… Tudo que possa consertar algo que hoje pesa tanto. Às vezes lembramos daquele segundinho… aquele último segundo que estávamos entre o sim e o não, e que hoje você se pergunta: por que eu não fiz diferente?

Será? Será que se eu tivesse feito tudo diferente hoje eu seria mais feliz?

A felicidade da gente é um saco furado. Nunca vai encher. Nunca será o suficiente. Nunca ninguém consegue estar satisfeito com o que tem.

Eu não sei perdoar, porque eu nunca me perdôo por escolhas incoerentes ou impensadas ou insensíveis… Mas sei conviver com erros. Erros que não são sinônimos de má fé.

O paradoxo é que a vida é essa… Escolhas. Certas e erradas. E apesar do medo de errar, não deve ser desculpa para não arriscar, porque como já li por aí: não arriscar nada é arriscar tudo. Nunca saberemos se seríamos mais felizes.

Ter medo de errar não pode nunca ser medo de ser feliz.

Se as escolhas não trouxeram a felicidade esperada, com o tempo a gente aprende a ser feliz, e percebe que nada poderia ter sido diferente…ou – quem sabe? – melhor.

No mais… Estou indo embora, baby…

For you

Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração
Nunca estou sem ele
Onde eu for, você vai, meu querido
E o que quer que eu faça
Eu faço por você, meu querido
Não temo o destino
Você é meu destino, meu doce
Não quero o mundo pois, querido
Você é meu mundo, minha verdade
Eis o grande segredo que ninguém sabe
Aqui está a raiz da raiz
O broto do broto
E o céu do céu
De uma árvore chamada Vida
Que cresce mais do que a alma pode esperar
Ou a mente pode esconder
E esse é o prodígio
Que mantém as estrelas à distância
Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração.

E.E. Cummings

Bla bla bla

Hoje é sábado. O que pessoas normais estão fazendo a essa hora?
Bom, eu estou com um colar cervical, porque desde segunda-feira meu pescoço decidiu que não ia mais me deixar dormir ou andar por aí como uma pessoa, já que corro o risco de ser chamada de robocop. Aliás, robocop foi forte… A gente acusa a própria idade assim sem querer.

Está chovendo. Gosto de chuva… Mas chuva, colar cervical, 9:00 da noite, camisola, um DVD agarrando, cama arrumadinha, e os olhos fechando de sono, só falta a plaquinha piscando na minha testa: LOSER! E não me chamem para sair. Essa dor no pescoço não está me permitindo ser gente. Às vezes estou bem, mas às vezes tenho vontade de mandar todo mundo pra casa do %$#@#$#.

Costumo ser uma pessoa engraçada. Meus 17 leitores já devem estar entediados com essa minha fase sentimental interminável. Deve ser porque não é verão. Também não tenho xingado ninguém, e todas as coisas que acontecem parecem q tiram um pedaço de mim. É…adoro um drama. Quando a chuva passar, quando o tempo abrir, abra a janela e veja eu sou o sol. Eu choro muito todas as vezes que ouço essa música. Poizé, tôeu chorando de novo. Acho que é a chuva…ou o colar cervical.

Cês não merecem tanta reclamação.

Telefone sem fio

As palavras têm um poder absurdo… Em algum lugar eu li que mais sábio éaquele de poucas palavras. Olhando por esse lado, eu sou uma completa estúpida, porque se tem uma coisa que eu faço bem é falar demais. E quanto mais eu falo, mais estrago. Não sei se sou eu que não sei me expressar, se as palavras tomam vida própria ou se ficou todo mundo maluco. Cês lembram daquela brincadeira do Telefone sem fio? Um começa, depois passa pro outro, depois pro outro…quando chega no último ele vai lá na frente e diz algo completamente bizarro, da forma como chegou até ele, e todo mundo morre de rir. Poizé. E depois o sujeito ainda aponta lá pro primeiro e diz foi ele que começou!.

Eu tô com muitos problemas. Muito. Infinitos. Eu não sei o que fizeram com esse ano de 2006, mas ele está tão esquisito… Tudo de repente virou o caos…minha vida profissional, amorosa, e agora familiar. O que mais vai acontecer? Ah, sim…O telefone sem fio. Se eu assumir tudo, isso pára? Porque assim, eu tô no meio do completo caos, com meu coração todo moído… Eu choro o dia inteiro, sinto dores o dia inteiro, e ainda tenho q lidar com o fato de eu ser a pior pessoa do mundo? Tá bom, eu sou tudo que há de pior no universo. Sou falsa, mentirosa e ajo de má fé com as pessoas… Mas, por favor…Não quero brigar mais… Eu tô muito cansada…

Naquela estação

Numa terra distante, estava eu na rodoviária, esperando minha hora. Sentado ao meu lado há alguém tocando violão… Puxo assunto:

– Bonita a música…
– Sim, é gostosinha…
– Você está indo para aonde?
– Para São Paulo, e você?
– Tô indo pro Rio.
– E sua mala?
– Nem deu tempo de fazer direito, porque já tá na minha hora de nascer! Meus pais se adiantaram, e tô aqui só esperando o ônibus.
– E o que você vai ser?
– Não sei, não deu tempo de ler o roteiro. Só sei que o lugar é quente.
– Hum…eu só vou nascer daqui a 6 anos.
– E já leu seu roteiro?
– Já…serei estudioso, por sinal.
– E sua alma gêmea?
– Que tem ela?
– Já sabe quem é?
– Sei, sim…e a sua?
– Tô falando que não deu tempo de ler! Vou ter q descobrir sozinha. Mas acho que ele vai gostar de frio que nem eu, de crepe de banana com chocolate, e ser músico.
– Eu sou músico!
– Ih, será que você é minha alma gêmea? O que tá escrito aí?
– Peraí, deixa eu conferir…
– Ih, colega, tenho que ir. O ônibus chegou!!! A gente se encontra por aí… sabe como é a modernidade…
– Ok, se cuida!
– Pode deixar! Você também, viu?
– Até!
– Inté!

Anos depois…numa outra terra, num outro tipo de estação, alguém simpático puxa assunto:

– Eu tenho a sensação que te conheço de algum lugar.
– Tá me cantando?
– Não…é sério…Poderia até dizer até que te conheci antes de nascer…
– Será, beibi?
– Você não tem essa sensação?
– Hum…você gosta de frio?
– Não.
– Gosta de crepe de banana com chocolate?
– Engorda.
– Então acho que não, hein? Somos muito diferentes.
– É, deve ser impressão minha.
– Hey, peraí, onde cê vai?
– Pegar o violão para tocar.
– Ué, você é músico?
– Sim…
– Então será que você é minha alma gêmea? Você sabe quem é a sua?
– Bom, o nome eu não lembro, mas lembro que ela gostava das músicas do Nando Reis!
– Nossa, mas eu adoro as músicas dele!!!
– Cantadas por ele?
– Não… Pela Cássia Eller. Pela Marisa Monte eu também gosto… E pelo Jota Quest!
– Ah, então não é você…
– Quase, né?
– Foi na trave.
– Bom, então vou indo. Foi bom conversar com você… Legal essa brincadeira de outras vidas… acho até engraçado!
– É, a gente sempre arruma um jeitinho pra achar o amor da gente.
– Já achou o seu?
– Ainda não. E você?
– Bom…acho que eu também não…afinal, você deve comer só brócolis…
– Espero que você ache…
– Espero que você também…
– Beijo pra você! Se cuida!
– Pode deixar…você também, viu?
– Até!
– Inté!