Um estranho no ninho

Sensação esquisita de mudança.

A casa está pintando… Arrumei o quarto…troquei os móveis de lugar, joguei coisas fora… Há acessórios novos pela casa… Um dos meus irmãos foi morar em Trancoso… A escola está em obras… Minha vó faleceu…

Esquisito… Não é estar mudando…É o tudo que está mudando ao meu redor.

É meio que deitar na minha cama no quarto do vizinho.

Eu, hein.

(tomara que o vizinho seja lindo)

Tinha uma moto no meio do caminho

No início da semana fui surpreendida por uma moto. Não lembro como aconteceu, só sei que fui atropelada, e abri os olhos com a cara no asfalto. Por fora marcas relativamente pequenas, mas não imaginava o quanto nosso corpo é frágil e que músculos machucados doem tanto quanto ossos fraturados.

É realmente uma pena que as pessoas não tenham noção que o amanhã não existe. Foi rápido. Não lembro qual foi meu último pensamento antes do acidente. Não sei quais foram minhas últimas palavras.  Comprei roupas semana passada…quem iria usar? Eu tinha falado tudo que era preciso para todo mundo? Seria assim? Não chegar em casa?

Não entrei em crise. Não fiquei desesperada para falar com todas pessoas que conheço, nem falar para tudo que acharia necessário. Ainda tá tudo guardado. Também não tenho vivido como se não houvesse amanhã… A diferença é que a gente passa a ver as coisas diferentes. Tanta coisa pequenininha. Sabe quando a gente vai arrumar o armário e acha chaves velhas, moedas antigas, um pé de meia guardada há anos sem o par… Sabe?

A propósito, o sinal abriu enquanto eu estava no meio da rua. Eu estava de fone…provavelmente não ouvi a moto. Há tempos minha mãe diz pra eu não andar de fone, porque tira os reflexos…mas sempre fui tão cuidadosa! E como assim o sujeito não é cuidadoso com sinal em ponto de ônibus? Como assim tem uma pessoa no meio da faixa e é atropelada em 1 segundo que o sinal abriu? Bem… agora não importa. O importante é que estamos bem. Acidentes são assim, e por isso se chamam acidentes. A gente pode até tentar se previnir, mas evitar, só Deus mesmo.

Isso que dá não ouvir a mãe. Ouviu Marininha?

Beijo em todos.

Boa semana, e menos moto no meio do caminho. Ou pelo menos, menos fones.

Strike a pose!

Tá bom, vamulá. Hoje eu tô assim meio que me sentindo a Mariah Carey. Só ainda não fui para frente do espelho fazer as imitações sensuais, porque minha preguiça não permite que eu seja tão idiota. Aliás, não mais. Afinal de contas agora sou mãe de família e não posso mais perder a dignidade. Bem, não assim na frente das pessoas.

Por falar nisso, hoje acordei de bom humor. Nada em especial.

Engraçado que a gente não é de acreditar muito, mas uma coisa é certa: nada melhor do que o tempo. Um dia a gente acorda e não olha para trás. Se foi bom, se foi ruim, se mentiu, se disse a verdade, who cares? Era importante? Era o que você queria para sua vida? Paciência. Na verdade, tô acostumada a errar o palpite o tempo todo. Não sei se é azar ou qual é o esquema. Mas acredito que depois de tantos erros já aprendi qual é o caminho da saída. Mesmo no escuro.

Dizem que depois de ter filho a mulher fica boazinha (e mais brega também, né? Porra, que papo é esse?!). Acredito (claro, Sandy). Em outros tempos, ao invés de altas divagações sobre suposta-maturidade-sentimental-blá-blá-blá, eu já teria mandado o interessado se f$#$%@. Bem, se bem que mandei também, mas não assim na frente das pessoas. E acho que nem ficou ofendido, né, já que fez isso comigo tantas vezes, assim, literalmente.

Bem, mas amanhã quero acordar Madonna. To justify my love. Ui!

Loira eu já sou, né? Só me falta-me o gramour!!!!

Beijos, queridos!

(a Sandy agora assiste Zorra Total, perceberam? Acordar Madonna… Um luxo, né, Gráubi?)

Tô aqui, hein?

Faz tempo que não venho aqui falar de mim. Não assim em tempo real, já que meus últimos posts têm sido publicações antigas.

Tô assim, com a minha vida completamente diferente.

Meu novo emprego mudou minha rotina.

Minha filha fez 1 ano, e lá fui eu perder alguns dias de sono organizando o evento. Evento simples, na verdade, mas que me deu uma trabalheira danada. Nem precisa falar que ela estava linda, né? Ela é sempre linda. Mesmo chorando. Deve ser difícil ser protagonista o tempo inteiro.

Quanto ao meu coração escrito à lápis, ele tá diferente, e eu não sei explicar o que é. Tá meio assim que batendo, sabe? Com aquele friozinho na barriga, pensamento longe e aquele sorrisinho irritante.

A vida é realmente uma surpresa. Ou o coração que vive aprontando o inesperado?

Mas não vou me alongar, e nem divagar. Tô aqui só para dar um “oi” para todo mundo, e dizer que mesmo não parecendo, o coração tá vivo.

Juro que tá.

Acontece…

estacionamento

 

Hoje passei em frente a um lugar que eu costumava freqüentar… Olhei na esperança de ter uns cinco minutos de nostalgia e rir sozinha relembrando momentos felizes. No entanto, aquela expectativa foi substituída por uma leve frustração: o lugar florido agora é um estacionamento rotativo. Poizé, um simples, mofado e infecto estacionamento rotativo.

Estranho olhar para lá agora e não ver mais o que era, o que significava e perceber que as lembranças tinham ido embora.

Mas, pensando bem… Ficar relembrando por quê? O que passou, passou…mesmo que seja estranho passar por ali e ver tudo diferente, o melhor mesmo é seguir em frente. Daqui um tempo eu me acostumo com a placa…e nem vou mais lembrar do canteiro que tinha ali.

Problema de quem?

É fácil falar dos outros. Você mesmo deve adorar reclamar da vida e colocar culpa em alguém. Alguém que não te ligou, não falou com você direito num dia ensolarado… Você deve estar falando de alguém que é desequilibrado, que não tem discernimento, que não sabe lidar com os problemas do jeito que deveria. Você deve estar falando das escolhas mal feitas de outras pessoas. Você deve estar falando daquela pessoa que só pensa em dinheiro ou que só fala em grandeza e não tem onde cair morto. Ahhhh, você também deve estar falando do valor excessivo que certas pessoas dão a si mesmas… Pobres coitadas… não se enxergam. Você também adora dar lição de moral, né? Mas, sabe…você que está aí…Entenda que você só faz merda. É…você! Olha a sua volta…exatamente em que momento a sua vida está melhor do que a dos outros? Você sabe resolver seus problemas? Não, né? Porque se soubesse não estaria apontando os problemas dos outros. Se enxerga, colega. Vai lavar uma louça. Vai ver se estou na esquina…e, ah! Não esqueça de se fuder também, ok? Ou você pensa que só você sabe mandar direito? Hein?

inveja é uma merda

(Vai dizer também que sou mal educada?!)

 

Promessas de Ano Novo, que-não-vou-cumprir

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Amar meu chefe

Comer coisas que fazem bem para saúde

Me tornar uma pessoa mais sociável

Mais simpática

Mais tranqüila

Equilibrada

Lembrar dos aniversários na data

Se apaixonar por um príncipe

Esquecer o lobo mau

Gastar menos

Voltar para academia

Acreditar na minha mãe quando diz que vai fazer frio

Que ninguém precisa ter tantos hidratantes

E que está na hora de começar a pensar no Renew.

Tsc.

Mas que venha 2008.

Cheio de felicidade! Cheio de saúde para todo mundo! Cheio de realizações!

Muita saúde, muitas alegrias e todo amor que houver nessa vida para todos nós.

(E seja o que Deus quiser!!!)

 

 

Alguém?

 

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Tô aqui pensando eu, cá com meus botões…

Eu tive um chefe (aliás, chefe por osmose) que largou tudo para virar escritor. Bacana isso de largar tudo, né? Poderoso. Cansei de trabalhar, vou escrever e mostrar ao mundo meus pensamentos que não consigo guardar para mim. Hoje estou sem inspiração, vou para Búzio, longe dessas crianças que não param de gritar. Vou para praia buscar inspiração, na paz de Deus, olhando para o mar, e tomando um suquinho de laranja que James preparou.

Taí… vidão.

Alguém aí pode me pagar, para que eu possa largar tudo, buscar inspiração sem ter que ouvir a televisão, a campainha e telefone tocando, criança gritando, e os irmãos apressando a gente pra usar logo o computador, porque deve haver algum scrap urgente para ele responder? E já falei da hora da mamadeira? Da frutinha? Do almoço? Da vitamina? Da janta? Dia do médico? Dia da vacina? Dia de ver o papai? Dia da festinha? E de todo mundo falando ao mesmo tempo agora? Falei não?

Já pensei em voltar do almoço mais cedo, só que estou tão envolvida com formulários da Prefeitura, alvarás, impostos, livros de ISS, que fecho os olhos e leio: nome do requerente.

Tô podendo não.

Se depender de mim, James fica desempregado.

Às vezes…

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Engraçado… Às vezes a gente não sabe o que quer. Às vezes o coração diz “vai”, e a cabeça “não sai daí!”. Engraçado que às vezes a gente acha que ama. Ama, ama, aaaaaama. Às vezes a gente acha que odeia. E às vezes é simplesmente indiferente. Às vezes a gente se contenta com pouco. Às vezes com o que sobrou do céu. Às vezes o céu é o limite. Às vezes o amor não deixa dormir. Às vezes o amor não deixa os vizinhos dormirem. Às vezes a gente chora de dor. Às vezes a barriga dói de felicidade. Às vezes a gente quer chuva, às vezes quer sol, às vezes quer que o mundo acabe, às vezes se acabar para o dia nascer feliz.

Às vezes acho que dinheiro seria a solução para todos os meus problemas. Mas nunca precisei de muito dinheiro, graças a Deus.

Não costumo gostar muito das pessoas, porque elas não sabem usar o que mais me emociona nelas. Mas algumas pessoas eu amo tanto, taaaaanto, que me dói.

Às vezes acho que tristezas fazem parte da vida. Às vezes acho que dor melhora o coração. Mas é só uma forma de consolo… Porque a única coisa que tenho certeza é que todo mundo deveria ter direito a ser feliz para sempre. Mesmo aqueles que nem amo tanto.

Meio metade

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Hoje estou meio assim.

Meio no meio.

Meio oito, meio oitenta. Meio Zezé di Camargo & Luciano. Hoje eu tô meio morango, meio chocolate. Hoje eu tô meio eu, e meio algo que não sei o que diz. Meio Lucy in the sky. Meio sem forma. Meio coração, meio palavras. Meio soma, meio metade.

Hoje eu tô assim: meio.