Querido Diário – #53

Ora, querido, veja como são as coisas… Hoje, enquanto tomava meu café matinal, e me atualizava de todo conteúdo das redes sociais, que eu havia perdido na madrugada (tipo, um total de três atualizações), me deparei com uma cena intrigante… ou melhor, stalkeante.

Apareceu no meu feed do Instagram um casal que eu desconhecia. O moço, não. O moço já sigo há algum tempo. Não somos amigos… Só acompanho seu trabalho. Mas, é aquilo, né? A gente presta atenção no movimento. E assim que comecei a segui-lo ele postava fotos do seu recém casamento. Casal bonito, públicas declarações de amor, essas coisas fofas. BUT, de uns tempos pra cá, tô notando uma mulher diferente com uma certa frequência. Bem, se EU DAQUI TÔ NOTANDO, cê imagina LÁ. Daí, que a tal moça frequente nas fotos agora tem nome, sobrenome e status. “Não há namorada mais linda! Te amo”. Posso estar muito enganada, mas DAQUI senti a dor da ex dele LÁ.

Sim, tô fazendo fofoca. Direito adquirido na quarentena.

Fiquei imaginando aquele antigo casal feliz. A carreira do sujeito começou a decolar, a abrir várias portas (viu minha implicância com portas?)… Imagino cada abraço, cada pulo de felicidade pelo sucesso do outro. Como que ela ia imaginar que o sucesso profissional dele o levaria a outra pessoa? Bem, a gente desconfia, né? Mas, a gente prefere confiar no amor do outro do que torcer contra seu sucesso, claro.

Já passamos da fase de botar a culpa na outra mulher, né verdade? Mas também sei que espera-se um pouco de empatia. Sei, porque foi algo que já ouvi. Sua briga deve ser com ele e não comigo, eu disse uma vez. No entanto, me sensibilizei quando ela (em questão) me perguntou se eu já tinha ouvido a palavra: sororidade. Não me senti culpada por algo recíproco onde a traidora não era eu. Mas, serviu para eu repensar alguns valores. Não gostei de me ver tão “o problema é seu e dele”. Achado não é roubado. Mas, cê leva pra casa o pet de coleirinha, com endereço e tudo? O pet vem abanando o rabo, né? Ou a gente acha lindo e vai lá brincar um pouco. Sei como é. Mas, a pergunta mexeu comigo.

Sobre ele, bem… Acredito que existe o momento de escolha. E se foi algo, que provavelmente foi “inevitável”, segue o baile. Ninguém é obrigado a viver o que não quer mais. Mas, cá entre nós, ele já está amaldiçoado pelos próximos, sei lá… resto de sua vida. E não é maldição de ex. Escuta bem o que tô dizendo… A vida nos dá o direito de escolha, mas ela nos cobra o custo.

Bem, há a possibilidade de tudo isso ser uma interpretação equivocada e tendenciosa, onde o homem é sempre o filho da puta infiel. Vai que a ex-mulher dele já tinha arrumado outro ou que ela seja uma filha da puta desgraçada, que a mãe sempre avisou “Não casa com ela, meu filho…ela não te merece”. Vai quê?

3 replies to “Querido Diário – #53

  1. Amei!
    Mas quem é o cara? 😏 rsrss
    Ainda acho que toda história tem no mínimo 3 lados, a dela, a dele, a que Deus sabe que é verdadeira… Mas quem posta, sempre será o primeiro a ser julgado. Então, azar o dele 🤭

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