Amigo de quem?

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Andei me perguntando se tenho bons amigos. Depois me perguntei se eu sou uma boa amiga. E depois de tanto me questionar, eu não soube responder exatamente nenhum dos casos.

Antes que você aí, meu amigo, se ofenda, não é uma crítica. É uma reflexão, porque… Não somos todos humanos? Não estamos todos expostos às imperfeições? Não somos todos maus em algum momento? Não é da nossa natureza sermos essa mistura de amor e ódio? O que faz de nós melhores ou piores?

Tenho certeza que em algum momento da minha vida fui invejosa. Tenho certeza que já fui falsa, mentirosa, mesquinha, egoísta. Se você me perguntar em que momento, eu não sei, mas o amigo sabe. Assim como eu sei dele também. Talvez eu seja ruim? Acho que sim, quem sabe? Às vezes eu não ligo? É, não ligo. Por quê? Porque todas as vezes tive justificativas que dei para mim mesma. Em minha defesa, sei que muitas vezes errei tentando acertar. Outras, errei, porque errei.

Acredito, quase que religiosamente, que alguém que reclama do que atrai, da vida injusta que lhe traz toda natureza de “amigos” ruins, seja uma pessoa rejeitada pelo seu meio. Se você só atrai falsidade, você é uma pessoa fraca. Se você atrai fofoca, você é fraca. Se você só atrai infidelidade, você é fraca. Você não é vítima, você é fraca. Você não é boazinha, você é fraca. Você permanece nesse ciclo vicioso de palavras e atitudes medíocres, porque você não consegue andar para frente.

Outra certeza que tenho é que quanto mais se brilha, mais ofuscados outros se sentem. As pessoas criticam o que você veste? Você brilha. Criticam o que você fala, como fala, o porquê fala? Você brilha. Subestimam suas conquistas? Você brilha. O que você faz com seu corpo incomoda? Você brilha. “Ainda” falta você ser qualquer outra coisa que você não é? Você brilha. Você anda para frente e tentam te trazer para trás? Você brilha. Te acham muito feliz? Você brilha. Você consegue sorrir, mesmo que o mundo inteiro acha que a vida está difícil demais para você achar graça? Você BRI-LHA.

Claro que não sou esperta, nem tenho sensibilidade o suficiente para saber me proteger das fatalidades de vida. Também não sei ensinar a se protegerem de mim. Sim, vamos nos decepcionar, e vamos decepcionar os outros. Eu tenho justificativas, e o pior é que os outros também. O que eu aprendi foi a, minimamente, perceber que desaprovo certas atitudes e valores num relacionamento. Evito que se repita determinadas situações, para o meu bem estar emocional. Faça o mesmo comigo, caso seja necessário.

Interessante que outro dia li sobre pessoas que saem de nossas vidas, porque Deus nos protege, ou que a energia dela era diferente da sua, coisa e tal. Mas, por que o protegido sou eu? Por que sou o centro do universo e as pessoas entram e saem da minha vida para o meu aprendizado, para meu livramento, para que minha luz seja protegida de energias cosmicamente negativas? Na moral? Porra nenhuma. Está tudo misturado. O que temos que fazer é buscar o nosso espaço. Buscar pessoas que estão de acordo com a nossa sensibilidade.

Acredito que a essa altura do campeonato consegui reunir grandes pessoas que fazem parte da minha vida. Pessoas que admiro de alguma forma e que estão em sintonia com meus valores. Acredito também que é recíproco. Nunca seremos suficientemente “não-decepcionantes”. Nem com a gente mesmo.

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