2016

luto_triste

2016 foi um ano que me deixou exausta em relação às pessoas. Não é falta de amor ao próximo… É uma frustração. Eu sempre soube que ninguém é perfeito (inclusive eu), mas nunca havia me dado conta do quanto todos se acham absolutamente certos, invencíveis, imbatíveis. Que preguiça dessa gente cheia de caráter. Que preguiça de gente que vai pro céu. Que preguiça de quem quer o melhor para mim. Que preguiça!

2016 foi um ano de saudade. Saudade do meu pai, que se foi há pouco mais de um ano.

2016 foi um ano que fiquei mais pobre (não tenho vergonha desse status). O Estado quebrou, acumulei dívidas, e precisei voltar para casa da minha mãe. Sim, foi o ano que perdi meu espaço. Perdi minha liberdade de deixar o tênis onde quisesse, de não ter que ficar explicando toda hora o que estou fazendo, aonde vou, com quem e o porquê.

2016 foi um ano que tentei mudar o rumo da minha vida. Absolutamente todos os caminhos e todas as portas estavam fechadas. Insisti em relacionamentos velhos, que eu nem queria mais, só para ter a sensação de que meu coração estava batendo ou que eu poderia consertar e ter um novo recomeço. Graças a Deus essa porta também se fechou.

Daí então que chega um momento da vida da gente que a gente tem que viver aquilo ali. A gente tem que ficar quieta e esperar a tempestade passar. O buraco é fundo, é escuro, faz frio e você está sozinha. Deus existe, sim. Se Ele está te olhando? Dizem que sim. Mas, eu prefiro não entender essa parte.

2016 então foi uma merda? Foi.

Fui infeliz em 2016? Não. Perdi (quase) tudo em 2016, mas humor e esperança faz parte do que sou e é o que me faz andar para frente. Daqui a pouco chega a minha hora.

Aprendi que família é tudo. A gente sempre soube, mas, olha, é tudo de verdade, de verdade. Mais que tudo no mundo. Aprendi que sou a melhor mãe EVER. Aprendi que aluno precisa da gente quase como precisa da mãe. Acredite. Aprendi que pessoas criativas gostam de mim. Aprendi que sei conquistar um coração difícil. Aprendi que sou uma pessoa boa. Aprendi que boas intenções não substituem ações. Aprendi que que cada um ama do seu jeito, e não como a gente quer. Aprendi também que a gente aceita se a gente quiser.

Não vou criar metas positivas para 2017, apesar do meu coração estar cheio de sonhos. Por enquanto só desejo que 2016, com tudo que ele significou para cada um, vá embora e não volte nunca mais.

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